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10 mulheres brasileiras da arte contemporânea no acervo do CCSP

31/03/2017

No mês da mulher destacamos produções pertencentes à Coleção de Arte da Cidade e realizadas por artistas brasileiras com trajetórias consolidadas no cenário da arte contemporânea nacional. São trabalhos produzidos majoritariamente entre os anos 1990 e 2000, em diversos meios e técnicas.

1) Ana Maria Tavares – Cityscape – Sundown (2001)

Foto: Reprodução

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A superfície metalizada de aço inox reflete a imagem do espectador e traz estampada a palavra ‘’Sundown’’, que remete tanto ao pôr do sol como às marcas de óculos e filtros solares. Por volta da década de 1990 a artista traz referências industriais à sua produção e cria conexões inusitadas com o espaço, concentrando-se na relação das pessoas com lugares públicos.

2) Carmela Gross – Pensas, Achas, Pode, Gosto (1996)

Foto: Reprodução

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As monotipias sobre tecido figuram letras que formam, no conjunto, frases móveis, possibilitando diferentes configurações. O trabalho enfatiza a mobilidade e a transitoriedade, características presentes em toda a produção de Carmela.

3) Edith Derdyk – Retas (2004)

Foto: Reprodução

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A artista assume a linha como núcleo poético de sua produção. Essas linhas, ora mais densas, ora mais fluidas, configuram verdadeiras texturas. O trabalho pertencente ao acervo é realizado com ponta-seca em diversas matrizes impressas sobre o mesmo papel, repetidas em posições distintas, criando um jogo visual de descolamento e velocidade.

4) Ester Grinspum – Sem título (2002)

Foto: Reprodução

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O trabalho de acrílica e folha de ouro sobre papel evoca a questão do espaço, tão presente na trajetória de Ester, que trabalha com uma subjetividade constituída tanto por marcas de sua própria criação quanto por referencias a cânones da história da arte. O acervo do CCSP possui, além de desenhos, peças tridimensionais que assinalam a original produção da artista.

5) Leda Catunda – Entrelaçamento (2003)

Foto: Reprodução

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As colagens são recorrentes na produção de Catunda, que trabalha com a abundância de imagens, marcas e estilos para criar superfícies pictóricas a partir da sobreposição de tecidos e outros meios planos e coloridos. ”Entrelaçamento” é uma obra de guache, papel e tecido colado sobre papel que remete às histórias em quadrinhos, num procedimento que talvez seja o mais central na trajetória da artista.

6) Regina Silveira – Séries Anamorfas (1980)

Foto: Reprodução

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A artista subverte os códigos de representação na arte e os reinventa a fim de obter novas possibilidades de significação. Com referências conceituais ao dadaísmo e ao surrealismo, a série ”Anamorfas” questiona a natureza da representação visual e sua relação com a percepção. Objetos cotidianos, sob uma nova perspectiva, são redesenhados com o intuito de obter compressões, dilatações e dobras.

7) Sandra Cinto – Sem título (2004)

Foto: Reprodução

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O desenho é a linguagem essencial da artista, que explora a leveza das linhas emaranhadas que denotam as mais diversas interpretações. Na obra, pigmento sobre chapa de MDF pintada, teias caminham em processo de desintegração, feitas de longas tramas que se interligam enquanto se desfazem.

8) Sandra Tucci – Alma, Coração e Vida (1995)

Foto: Reprodução

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Os objetos de Tucci são coleções de peças do cotidiano recontextualizadas, que ganham novas cores, superfícies ou aparências. ”Alma, Coração e Vida”, instalação doada pela própria artista ao acervo, em 2004, é realizada a partir de diversos materiais, como ferro, vidro e resina.

9) Stela Barbieri – Sem título (2002)

Foto: Reprodução

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A série de monotipias de guache sobre papel revela uma das marcas da produção da artista: a busca por materiais e técnicas diversos. Nas obras do acervo, em vez de utilizar pincel ou lápis, Stela trabalha com um pano encharcado de tinta vermelha, que pressiona contra o papel.

10) Tomie Ohtake – Sem Título (1999)

Foto: Reprodução

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A gravura em metal integrou a exposição “Atlas Abstrato”, que recentemente ficou em cartaz no CCSP como parte do Programa de Exposições 2016. Na obra é possível notar a expressividade da matéria pictórica, característica tão presente na trajetória de Tomie, que sempre externou seu fascínio pela cor em jogos de equilíbrio sobre o papel.

Créditos
Texto: Danilo Satou
Revisão: Paulo Vinicio de Brito
Projeto gráfico: Luiza Zelada
Colaboração: Supervisão de Acervo do CCSP

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