lili

Lili

07/03/2017

Como?
Sou pedagoga e trabalhei com educação a minha vida toda antes de vir pra cá, por 20 anos eu tive uma escola maternal. Logo que eu fechei a escola, fiquei um ano parada e me chamaram daqui do Centro Cultural dizendo que precisavam de uma pessoa ligada à educação para lidar com idosos e crianças. Eu trouxe meu currículo, vim, com a minha filha a tiracolo, pra uma entrevista com a diretora mais brava na época, que leu meu currículo e me contratou na hora. Eu comecei a trabalhar aqui em 15 de setembro de 1995, no setor de eventos. As atividades semanais para a terceira idade era eu quem programava. Fiquei bastante tempo, uns oito, dez anos, nesse trabalho direcionado ao idoso. Para a Central de Informações, eu vim há mais ou menos uns seis anos. Nesse meio tempo, eu fui do Núcleo de Ação Educativa. Quando terminaram as atividades com os idosos, a Carmita e eu ficamos ajudando na exposição da Missão de Pesquisas Folclóricas. A Carmita me acompanha há dez anos, pouco depois de eu vir pra Central ela veio pra cá também. E aqui, nessa fase da minha vida, foi o melhor pra mim, porque é um trabalho que não te requer muito esforço físico. Nos últimos dois anos, também, eu tive a ajuda do Centro Cultural todo pra poder me tratar, então, foi tudo maravilhoso, vou sentir muita falta de tudo isso.

Onde?
Engraçado, é a Central mesmo. Eu acho uma delícia, fui muito bem recebida pelas pessoas que já trabalhavam aqui quando cheguei. Fui muito feliz aqui.

Por quê?
É essa experiência que eu tenho com as pessoas que vêm aqui, que a gente atende por telefone, que a gente ajuda. Existem cursos que as pessoas fazem pra saber lidar com público, mas isso é a experiência que te traz. Saber lidar com as pessoas é uma arte e acho que foi o que me sustentou aqui, porque eu gosto de todos os tipos de pessoas, de conversar. Eu sempre fui muito tímida, mas acho que, ao ficar mais velha, eu fiquei com facilidade de conversar. Mesmo no telefone, a gente desenvolve, ajuda… Ajudar o ser humano, ajudar quem vem aqui foi primordial pra mim, me fez crescer.

Entrevista, transcrição e edição: Vinícius Máximo
Fotografia: Alvaro Olyntho

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *